Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

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Postado em 13th julho 2010 por Orides Tomkiel Zmovirzynski em Descontração

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Hoje a resposta para uma das maiores questões da humanidade, a que inquieta mentes pelo mundo desde que o mundo é mundo: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Segundo os cientistas, foi a galinha. Eles descobriram que para formar a casca do ovo é necessária a presença de uma proteína encontrada nos ovários das penosas. Logo, o ovo só pode existir dentro da galinha.
A proteína – chamada “ovocledidin-17 (OC-17)” – age como um catalisador no desenvolvimento da casca, que precisa ser dura o suficiente para conter os fluidos enquanto o pintinho se desenvolve.
A novidade foi publicada na dissertação “Controle Estrutural de um Núcleo pela Proteína da Casca do Ovo”, dos cientistas das universidades de Sheffield e Warwick.
Com a ajuda do supercomputador, o “HECToR”, em Edimburgo, eles concluíram que a “OC-17” é quem dá o pontapé para o processo de endurecimento da casca porque ela converte carbonato de cálcio em cristais de cálcio.
Segundo os estudiosos, os cristais de cálcio são encontrados em inúmeros ossos e cascas, mas as galinhas são capazes de formá-los com mais rapidez do que as outras espécies: 6 gramas a cada 24 horas.
Colin Freeman, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade de Sheffield, diz que sempre se suspeitou que o ovo veio primeiro, mas esta é a prova que faltava. “A proteína foi identificada antes de estar ligada à formação do ovo”.
Já o professor John Harding, acredita que a descoberta pode ter outros usos. “Entender como as galinhas produzem suas cascas é fascinante, mas também nos dá pistas para o desenvolvimento de novos materiais e processos. A natureza encontrou soluções criativas que funcionam em vários assuntos científicos e tecnológicos. Nós temos muito o que aprender com ela”.
O segredo de Tostines, no entanto, segue uma incógnita.

Help Desk – O primeiro atendimento da história

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Postado em 20th maio 2010 por Orides Tomkiel Zmovirzynski em Videos

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Odyssey – O primeiro console de videogame da história

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Postado em 4th novembro 2009 por Orides Tomkiel Zmovirzynski em Descontração

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OdysseyEm meados de maio de 1972, a Magnavox lançou o Odyssey, o primeiro console de videogame da história. O aparelho foi inventado por Ralph Baer e vários de seus preceitos foram seguidos por todos os videogames.

A máquina foi concebida originalmente em 1951, segundo Baer, mas foi só em 1966 que colocou no papel para produzir a sua idéia. Com um projeto de quatro páginas, desenhou um aparelho que seria conectado a uma TV. O aparelho independente de uma tela parece óbvio hoje, mas na época os sistemas computacionais eram atrelados a monitores especiais, muito mais caros.

Como a ajuda de Bill Rusch e do técnico Bill Harrison, Baer desenvolveu um jogo simples de tênis, que teria inspirado Nolan Bushnell, fundador da Atari, a criar “Pong”, um dos jogos eletrônicos de sucesso da história.

Em 1967, foi desenvolvido um protótipo para um controle em forma de pistola. Com o desenvolvimento, em 1968, chegou-se ao Brown Box, um console com controles externos e com capacidade para dez jogos que foi patenteado.

Então, Baer passou 1969 mostrando seu projeto para grandes empresas de televisão, como a General Electric e a Zenith. Quem mostrou interesse foi a Magnavox, que se tornou a distribuidora exclusiva da tecnologia do Brown Box. Entre 1970 e 1972, Baer e a companhia trabalharam para desenvolver o que seria o Odyssey, lançado em meados de maio de 1972 por US$ 100 (US$ 480 se corrigidos com a inflação do período).

O console foi lançado com dois controles, e seis chips “contendo” 12 jogos (na verdade, esses “cartuchos” eram apenas conectores de circuitos, pois toda programação dos 12 jogos estavam dentro do console). No entanto, o conceito de mídias removíveis (que evoluiu do cartucho para os discos e hoje aponta para a distribuição digital) foi introduzido com o Odyssey.

O controle era rudimentar, uma caixa alongada com duas maçanetas em cada ponta (do lado esquerdo havia uma terceira maçaneta, menor) e um botão para reset. Cada uma delas controlava as coordenadas (horizontal e vertical). A menor era usada dar efeitos nos jogos de tênis.

Os doze jogos eram “Table Tennis”, “Tennis”, “Hockey”, “Cat and Mouse”, “Football”, “Ski”, “States”, “Roulette”, “Haunted House”, “Analogic”, “Simon Says” e “Submarine”. Com exceção do primeiro, todos utilizavam um filme para colocar na TV – o de “Hounted House”, por exemplo, era uma casa não muito hospitaleira – para compensar a pouca resolução das imagens. Outros jogos eram jogados em conjunto com tabuleiros e os placares eram anotados em papel ou nos marcadores mecânicos.

Os consumidores se interessaram pelo novo produto, mas erros de marketing trouxeram problemas imediatos. Pelo fato de o Odyssey ser vendidos em lojas da Magnavox e demonstrado ligado a TV dessa marca, havia a percepcão errônea de que o console funcionava somente com televisores da Magnavox. Sem os rápidos métodos de comunicação que se dispõe hoje, a companhia não conseguiu sanar o erro. Mesmo abaixando o preço para US$ 75, as vendas não subiram e, no final, o Odyssey vendeu 100 mil unidades.

A empresa não desistiu do ramo, lançando na sequência um console com um jogo de tênis na memória, pegando carona no fenômeno “Pong”, que foi lançado em Novembro de 1972. Em 1978, lançou o Odyssey 2, que trazia um teclado, mas foi engolido pelo Atari 2600, saído um ano antes. No Brasil, o videogame foi comecializado pela Philips.

Um fato curioso é que o Odyssey foi distribuído no Japão pela Nintendo em 1975. Na época, a companhia ainda trabalhava com brinquedos tradicionais e só em 1977 viria a fazer seu primeiro produto em videogames, o Color TV Game.

Baer foi agraciado com a Medalha Nacional de Tecnologia nos EUA, em 13 de Fevereiro de 2006, por sua “criação pioneira e revolucionária, e desenvolvimento e comercialização dos videogames”. No mesmo ano, doou os protótipo e as documentações referentes ao Odyssey para o museu Smithsonian. Ralph Baer, 85, é membro vitalício da IEEE, organização que visa a evolução das tecnologias elétricas. Um dos mais famosos formatos da entidade é a 802.11, que define os padrões para redes sem fio.

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